O vídeo que segue representa o "prazer" que grande parte da nossa juventude possui pelo conhecimento...
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Quase um século sem passar por aqui...rs
Embora o tempo tenha se esvaído mais rápido do que eu gostaria, ainda assim encontrei momentos para minhas leituras e divagações... Ouço pessoas ( e alunos), dizendo que odeiam ler! Me pergunto: como é possível? - Tudo bem dizer "Eu odeio academia!" - ou até - "Eca, jiló?!" - Mas leitura? Sei que diversas pessoas amigas compartilham a paixão pelos livros - independente do estilo, literário ou não - sempre há um começo. As primeiras leituras são trampolins... só não vale ficar apenas nelas - é preciso ler "qualidade" - os best sellers podem ser "trampolins", mas não devem ser os únicos. Ziraldo, pensa como eu: "Ler é mais importante do que estudar, porque estudar é reproduzir e ler é refletir!"
O vídeo que segue representa o "prazer" que grande parte da nossa juventude possui pelo conhecimento...
O vídeo que segue representa o "prazer" que grande parte da nossa juventude possui pelo conhecimento...
terça-feira, 21 de abril de 2009
Eita Saussure! Depois que te conheci, nunca mais te esqueci!! Paixão mórbida...

Professor: Paulo Henrique Caetano
Escrito por: Marcelo Alves
Escrito por: Marcelo Alves
- Pode trazer outra Vodka aí!
- Fala aê cara, tudo sussa? Como vai a facu?
- Pô cara, vai bem demais, mas as aulas de linguística tão me matando. E por falar em linguística, isso aí que você pediu não é Vodka, é apenas um significante arbitrariamente ligado a um significado.
- Quê? Falei que você ia ficar doido! Quem te ensinou isso?
- Saussure.
- Sosire? È marca de Whisky?
- Não, é um teórico. Olha o livro dele...
- Quê é isso? Você trouxe um livro pro bar? É uma heresia etílica! Queridas não olhem!
- Para, para! É simples: Saussure define a palavra como o significado, sem relação motivada com a imagem conceitual, o significante. Entendeu?
- Óbvio que sim, como eu não entenderia algo tão simples? Vira o copo logo e volta pro mundo!
- Presta atenção: por que a Vodka se chama assim? Podia se chamar refrigerante, suco ou água...
- Água? Você agora foi longe demais, nova heresia. Larga de ser burro! Vodka chama Vodka porque é alcoólica e cinco vezes destilada. A faculdade tá retardando seu cérebro!
- Não, não! Eu queria dizer que qualquer outra palavra poderia nomeá-la. Mas Vodka foi o nome que nos aprendemos pela nossa tradição e é por isso que você a chama desse jeito.
- Isso é verdade, tenho bastante tradição alcoólica para comprovar a tese...
- E tem mais...
- Meu Deus me salva! Pensei que concordando ele ia parar!
- Seguindo o fato de que esse nome lhe foi imposto pela cultura, ninguém pode modificá-la, a menos que essa mudança seja acordada, adotada e assimilada por toda a sociedade.
- Verdade, peguei a ideia.
- Quer provar a teoria? Pede Rum e depois reclama, dizendo que você queria Vodka, ou seja, você a chama de Rum, isoladamente você ligou esse significado à Vodka. O garçom mandaria você fazer psicanálise!
- Lógico, queria o quê?
- Essa imutabilidade do signo linguístico garante o entendimento entre as pessoas. Só que o fato de as palavras mudarem garante a sobrevivência da língua...
- Tá loco? Como ela pode ser mutável e imutável ao mesmo tempo?
- Imagina se falássemos: Vamo chapa o coco há 30 anos atrás.
- Nó, o cara provavelmente se jogaria de cabeça na parede, ou bateria com uma chapa em um coco... mas o quê tem a ver?
- Tudo! O desenvolvimento da sociedade abandonou a palavra “embebedar-se”, ou “inebriar-se”; adotando “chapar o coco” no seu lugar e preservando a imagem conceitual, mas com outro significante.
- Ah! Sim, sim. Cara, não gostei desse papo, não. Mas foi interessante. Bora chapa o coco e deixa esse tal de Sosire de lado. Vamo falar de futebol ou de mulher...
Esse texto foi publicado no blog:http://blogdofolen.blogspot.com/2009/03/sausure-bar-e-vodka.html
- Fala aê cara, tudo sussa? Como vai a facu?
- Pô cara, vai bem demais, mas as aulas de linguística tão me matando. E por falar em linguística, isso aí que você pediu não é Vodka, é apenas um significante arbitrariamente ligado a um significado.
- Quê? Falei que você ia ficar doido! Quem te ensinou isso?
- Saussure.
- Sosire? È marca de Whisky?
- Não, é um teórico. Olha o livro dele...
- Quê é isso? Você trouxe um livro pro bar? É uma heresia etílica! Queridas não olhem!
- Para, para! É simples: Saussure define a palavra como o significado, sem relação motivada com a imagem conceitual, o significante. Entendeu?
- Óbvio que sim, como eu não entenderia algo tão simples? Vira o copo logo e volta pro mundo!
- Presta atenção: por que a Vodka se chama assim? Podia se chamar refrigerante, suco ou água...
- Água? Você agora foi longe demais, nova heresia. Larga de ser burro! Vodka chama Vodka porque é alcoólica e cinco vezes destilada. A faculdade tá retardando seu cérebro!
- Não, não! Eu queria dizer que qualquer outra palavra poderia nomeá-la. Mas Vodka foi o nome que nos aprendemos pela nossa tradição e é por isso que você a chama desse jeito.
- Isso é verdade, tenho bastante tradição alcoólica para comprovar a tese...
- E tem mais...
- Meu Deus me salva! Pensei que concordando ele ia parar!
- Seguindo o fato de que esse nome lhe foi imposto pela cultura, ninguém pode modificá-la, a menos que essa mudança seja acordada, adotada e assimilada por toda a sociedade.
- Verdade, peguei a ideia.
- Quer provar a teoria? Pede Rum e depois reclama, dizendo que você queria Vodka, ou seja, você a chama de Rum, isoladamente você ligou esse significado à Vodka. O garçom mandaria você fazer psicanálise!
- Lógico, queria o quê?
- Essa imutabilidade do signo linguístico garante o entendimento entre as pessoas. Só que o fato de as palavras mudarem garante a sobrevivência da língua...
- Tá loco? Como ela pode ser mutável e imutável ao mesmo tempo?
- Imagina se falássemos: Vamo chapa o coco há 30 anos atrás.
- Nó, o cara provavelmente se jogaria de cabeça na parede, ou bateria com uma chapa em um coco... mas o quê tem a ver?
- Tudo! O desenvolvimento da sociedade abandonou a palavra “embebedar-se”, ou “inebriar-se”; adotando “chapar o coco” no seu lugar e preservando a imagem conceitual, mas com outro significante.
- Ah! Sim, sim. Cara, não gostei desse papo, não. Mas foi interessante. Bora chapa o coco e deixa esse tal de Sosire de lado. Vamo falar de futebol ou de mulher...
Esse texto foi publicado no blog:http://blogdofolen.blogspot.com/2009/03/sausure-bar-e-vodka.html
Achei interessante o fato de Saussure ser assunto principal diante de um digno "mé". Gostei da criatividade. Esse texto me fez lembrar do meu primeiro ano de faculdade.... êta tempo bom!!!
Abraços... Divirtam-se!!
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Somos todos na vida qualquer um de nós, vilões e heróis...

Esse texto não é uma análise literária ou coisa parecida (até porque este feito deixo para meus colegas da literatura,rs), é sim um texto sobre admiração e auto conhecimento que tenho nas muitas vezes que retomo a leitura de Dom Quixote (Miguel Cervantes, 1605). Era ainda muito pequena quando o li pela primeira vez e nunca mais senti outro livro me preencher tanto quanto ele. A loucura criativa, ousada e humana de Dom Quixote me atraem profundamente. Seria então eu uma quixoteana? Talvez! Um misto de loucura e devaneio as vezes toma conta dessa cabecinha ideológica. Mas acredito que todos seriam tão mais felizes se deixassem um pouco de lado a realidade e vivessem como o nosso cavaleiro errante... Se deixassem a imaginação sobrepor a fria realidade ao menos por um dia imitando como ele, aquela brava gente que povoava os seus sonhos! As vezes, como Dom Quixote, tenho mania de querer consertar as coisa tortas e desfazer os agravos do mundo. E é nesse clima quixoteano que dou o pontapé inicial a esse blog que tratará das mais diversas inquietações, devaneios e realidades linguísticas de uma eterna estudante. E como diria Cervantes, "quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Quando se sonha juntos é o começo da realidade." Você quer sonhar comigo? Um abraço!
Deixo um pouco de realidade misturada a utopias só pra começar:
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